segunda-feira, 18 de abril de 2011

“Arroz, feijão, salada e macarrão… “

A Turma da Horta, da professora  Cris,  está  fazendo em abril uma  pesquisa sobre frutas, legumes e alimentos saudáveis.

















Nas  brincadeiras espontâneas das crianças, quase tudo tem se voltado para as comidinhas e o pessoal tem se esmerado!  No bosque, a turma coleta folhas, pica mistura com terra, mexe, mexe e hummm...  Agora sim! Os alimentos saudáveis para os bebês já está prontos e, assim,  o faz de conta  na casinha corre solto.


E para  enriquecer ainda mais as descobertas das crianças, o Rogério – que é pai da Isadora – veio  participar da culinária e  preparou  um macarrão, fez a massa junto com as crianças, molho de espinafre, queijo...  e as crianças adoraram! 


A turma teve  também a visita da Liliane, mãe da Laura, que veio contar a história do cacau e como ele se transforma em chocolate.



sexta-feira, 1 de abril de 2011

TRABALHO COM TANGRAM NAS TURMAS DE 5º ANO

As duas turmas de 5º ano começaram 2011 bem entrosadas e dispostas a trabalhar!
Em Matemática, iniciamos um trabalho com o Tangram, que é um quebra-cabeça muito antigo e cujo nome significa "Tábua das 7 sabedorias". Ele é composto de sete peças que podem ser posicionadas de maneira a formar um quadrado: 5 triângulos de vários tamanhos, 1 quadrado e 1 paralelogramo. Com essas peças é possível construir inúmeras figuras diferentes.

 
Há uma lenda sobre esse material: um jovem chinês despedia-se de seu mestre, pois iniciaria uma grande viagem pelo mundo. Nessa ocasião, o mestre entregou-lhe um espelho de forma quadrada e disse:
– Com este espelho você registrará tudo o que vir durante a viagem, para mostrar-me na volta.       
O discípulo surpreso, indagou:    
– Mas, mestre… como, com um simples espelho, poderei eu lhe mostrar tudo o que encontrar durante a viagem?       
No momento em que fazia esta pergunta, o espelho caiu-lhe das mãos, quebrando-se em sete peças.       
Então o mestre disse:                                                               
– Agora você poderá, com essas sete peças, construir figuras para ilustrar o que viu durante a viagem.
Enfim… além da lenda, com esse jogo é possível desenvolver a capacidade de concentração, orientação espacial, coordenação motora, raciocínio lógico e criatividade para a resolução de problemas, a partir de trabalhos que contemplam elementos como identificação, comparação, proporção, área, simetria e semelhança, além de permitir um interessante trabalho de desenho de figuras geométricas planas.
Quando a criança entra em contato com os desafios, ela precisa analisar as propriedades das peças e da figura que quer construir, depois verificar as possibilidades de montagem da peça e tentar a construção.
Para montar o Tangram é preciso paciência e imaginação. A única regra do jogo é que as figuras formadas devem conter todas as sete peças.           
Para utilizar o ambiente virtual com a intenção de ampliar ainda mais as possibilidades pedagógicas do uso do Tangram acessamos o site:    http://rachacuca.com.br/jogos/tangram/

 
As crianças construíram seu próprio Tangram, brincaram com as peças, montaram figuras, resolveram problemas propostos e finalmente criaram uma figura para enfeitar a capa do caderno de Matemática. Depois, realizaram a sequência de atividades sobre tangram contidas no livro Pensamento, Ação e Inteligência.


PARA SABER MAIS, que tal dar uma olhada neste material disponível?

DANTE, Luiz Roberto - "Tudo é matemática". Ensino Fundamental. São Paulo, 2005: Edit. Ática.



TANGRAM - TANGRAN (quebra cabeça milenar chinês - puzzle)

http://www.youtube.com/watch?v=JcJlejSfPZU

Para brincar com o tangram no computador:
www.artefatospoeticos.hpg.ig.com.br/tangran.htm




Nara, Professora de Ciência e Matemática do 5º ano

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Floresta Atlântica dentro da escola








A Projeto 21 está instalada literalmente dentro do mato… Para quem não sabe, nossa Unidade II foi construída num terreno com 50% de área de preservação.
Dia desses, então, nossos alunos de 5ª série foram visitar os bosques em torno (o terreno vizinho também é fonte segura de estudos). A ideia estava ligada a um Projeto do Professor Pedro, da área de Ciências, e a garotada tinha o objetivo de procurar seres vivos provenientes da Floresta Atlântica.
Identificaram diversos exemplares de seres vivos e de fatores não vivos, como tipos diferentes de solo e rochas, plantas, fungos, insetos e rastros de outros animais.
Desta forma os alunos puderam perceber algumas relações existentes na natureza e, depois, representá-las em cadeias e teias alimentares.


sexta-feira, 25 de março de 2011

CONVERSAR É PRECISO

(Encontros com a Direção)

No encontro de fevereiro tratamos das escolhas da Projeto 21, pois são elas que viabilizam a efetivação da proposta pedagógica da nossa escola (e de qualquer uma…).

Para o próximo “Conversar é preciso” já combinamos com os pais presentes que será o dia de ouvi-los a respeito dessas escolhas e das questões abordadas. Será dia de fazer perguntas e receber esclarecimentos.

Acontecerá no dia 30 de março, às 13:30 h, na unidade II (alternando, conforme o prometido, os horários – entre noturno e diurno).

Para quem não pôde estar conosco, ou pra relembrar os presentes, vai aí o resumo dos aspectos abordados:

1)   o objetivo primeiro e maior de toda escola é o desenvolvimento de um trabalho voltado para a aquisição do conhecimento.
  •  Qual é o conhecimento que esta escola escolhe?
  • Recortes que são feitos em vários níveis:
o  nacional (PCNs),
o  estadual (SEED, através dos núcleos),
o  da escola: o que a criança precisa saber?

  • Exemplos:
o  criança de 3 anos aprende a pintar dentro do quadrado?
o  precisa aprender a abrir e fechar a lancheira, pegar a vassoura no canto da sala e tentar varrer, ir ao banheiro sozinha e levantar a própria roupa (a auxiliar no banheiro pode dar continuidade), etc.;
o  no Fundamental 1 e 2,  há exercícios que os alunos devem solucionar: não é um treino em que fica favorecida a repetição / uso do raciocínio de modo que o aluno pense sobre como ele pensa (encaminhamentos  específicos para levar à metacognição);
o  correções  de modo que levem o aluno a refletir sobre o seu trabalho, sobre seus erros, seus acertos (justificativas sobre os acertos são difíceis), trabalho intenso voltado para o refazer
o  aquisição  e exercício de atitudes:  aprender  a se comportar em ambientes coletivos como, por exemplo, andar de ônibus (Fundamental 2), respeitar o trabalho de outras pessoas  (zeladoras,  apresentações culturais, de teatro, etc.)

2)   Desenvolvimento do senso crítico:
  • O que é desenvolver o senso crítico? As escolas , em geral, dizem que se propõem a isso? Como fazer isso então?
  • está relacionado a COMO  se dá a aquisição do conhecimento,  ao MODO como é proposta a aprendizagem;
  • simplificação e linearidade  complexidade;
  • a escolha de material didático é uma forma de concretização disso;
  • não uso de livro didático em alguns momentos:  opção feita pela escola;  
  • uso do livro didático e do caderno, em outros:  uso de diferentes livros didáticos na sala de aula, ao mesmo tempo;

3) Aluno como sujeito da sua aprendizagem :
  • participação ativa na dinâmica da sua aprendizagem: quando há aulas dialogadas e quando as aulas são expositivas;
  • verdadeira troca entre os alunos:   formação de agrupamentos na sala para um trabalho pedagógico;
  • aprendizagem de uma atitude voltada para o coletivo, para a cooperação  X ensino individualizante;
  •  trabalho em agrupamentos mobiliza na direção desejada:
o  percepção da diferença leva a uma compreensão de mundo em que todos somos diferentes: olhar  compreensivo para com o outro que é diferente;
o  percepção da diferença de conduções, de resoluções alcança uma melhor forma de conhecimento;
o  percepção da diferença de ritmo, de domínio corporal reconhece as capacidades diferentes, as habilidades diferentes  -  o respeito pelo outro;
o  percepção da diferença leva à percepção de si mesmo, das suas potencialidades (autoavaliação  e busca da superação das dificuldades para uma ampliação dos limites;
o  competitividade (individualizante: EU em primeiro lugar) X  cooperação   (respeito ao outro e a si mesmo).

4) Cooperação:
o  opção por um trabalho cooperativo: aprender a agir junto, a repartir, a esperar a vez, a observar diferentes ritmos. É uma aprendizagem para o convívio social;
o  busca de uma ideia coletiva que seja melhor; observada nos relatos sobre um determinado conteúdo, nas avaliações  dos Conselhos de Pareceres;
o  quando um aluno explica ao outro, ele promove um significativo avanço em termos de domínio do conteúdo e compreensão da resolução (alunos mais capazes / desafios);
o  lidar com pessoas diferentes é um aprendizado. Os conflitos nas relações são um modo de promover o crescimento da compreensão;
o  uso das reuniões semanais de avaliação como um espaço para o exercício de pertencimento a uma  coletividade (Roda na Ed. Infantil);

5) Relação disciplina / indisciplina:
  • O que é disciplina ?   O que é indisciplina numa escola?
  • há disciplina quando, apesar de algumas crianças estarem em pé discutindo os resultados de um exercício, apesar de falarem umas com as outras   o trabalho é produtivo
  • em todos os lugares há regras, há normas, mas elas precisam fazer sentido: todas as regras têm que fazer sentido. Não podem ser regras aleatórias, sem funcionalidade.

6) Avaliação:
  • dúvidas: esta escola não tem prova? Esta escola não reprova?
  • avaliação processual - muitos instrumentos de avaliação
o  participação na Roda de pesquisa  (Ed. Infantil), identificação dos nomes de  todos os colegas, entendimento da regra do jogo,  desenho ocupando os espaços da folha…;
o  exercício em sala, respostas explicando como pensou, tarefa de casa, texto, leitura oral do problema,  prova também (a partir de certa idade – individual, em dupla, com consulta, com consulta ao caderno, etc.);
o  debate em sala e argumentação defendendo uma idéia,  resolução de exercício,  explicitação ao colega sobre análise de um erro, ou de um acerto…;
  • passos para a instalação da prova: 4º ano – COMO

7) Participação dos pais:
  • os pais precisam conhecer a proposta da escola: 
o  entrevista inicial
o  reuniões de  turmas
o  contatos com as coordenações
  • os pais entram na escola para
o  ver  os murais de sala e de pátio
o conhecer trabalhos das cças e as intervenções e encaminhamentos dos profs
o  acompanhar o trabalho do grupo: este deve ser o olhar
  • participação dos pais no trabalho da escola,  mesmo estando em casa 
o  na construção da autonomia da criança
o  na aquisição de conhecimento

Queremos a participação dos pais: para conhecer melhor a escola e participar do processo educativo das cças na mesma direção.
                      
8) Rotina da escola – por quê?     
  • construção de ritmo:  ritmo do trabalho
o  nas atividades
o  na organização do tempo da criança na escola: dia do brinquedo, dia do trabalho no projeto de Inglês…
o  referencial que fornece limites
§   referencial que fornece segurança para a criança pequena.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Problemas ambientais urbanos

A aula de campo teve como principal objetivo aprofundar os estudos realizados pelos alunos da 7ª série na disciplina de Geografia, sobre os principais problemas ambientais urbanos (inversão térmica, lixo, enchentes, etc.). Através do trabalho em grupo e da vivência real dos conteúdos, foi possível perceber que os problemas estudados devem ser analisados e encarados como dados da realidade e, como tal, pode ser modificadas por ações e iniciativas coletivas.




Carta agradecimento Cintia

Curitiba, 28 de julho de 2010

Olá, Cíntia

Gostaríamos de agradecer a palestra que nos deu, no semestre passado, sobre o trabalho do historiador.
Em sala de aula estudamos sobre o trabalho do arqueólogo, que não trabalha sozinho, e precisa de profissionais como você, para ajudar a analisar os vestígios históricos.
Aprendemos também que os portugueses chegaram primeiro ao território que hoje chamamos de Brasil, mas você trouxe uma imagem do espanhol Pinzón chegar ao lugar que hoje é o Ceará e encontrou com os índios Potiguares. Isso foi surpresa para nós!
Você nos mostrou que uma foto ou imagem também pode contar a História - pelo menos uma versão dela -, e que nós precisamos ter conhecimento de todas as versões para entender um fato. Quando aprendemos a história do nosso país, percebemos que a história oficial foi contada na versão portuguesa e temos pouco material sobre a versão indígena.
Como você mesma disse: “A História é uma ciência em movimento”, portanto esperamos aprender sempre mais e saber olhar sobre tudo o que estudamos.

Muito obrigado mesmo!
Um grande abraço,
Ale e toda a 4ª série A.

terça-feira, 15 de março de 2011

A construção da mulher


Por Rosely Sayão

Não sei se os pais têm consciência do quanto influenciam os filhos na construção de sua identidade, especialmente a de gênero, ou seja, a ideia do que é ser mulher ou homem atualmente. Hoje, vamos tratar da identidade feminina, já que acabamos de passar pelo Dia Internacional da Mulher.
Antes mesmo que a filha possa aprender qualquer lição educativa, inclusive as que dizem respeito ao significado de ser mulher em nossa sociedade, seus pais já incluem em sua vida inúmeros componentes relacionados. Na maternidade, muitas recebem um laço de fita nos cabelos e roupas bem femininas, sem falar das orelhas furadas para brincos. Pois bem: tudo isso significa, para esse bebê do sexo feminino, seu introito nos rituais de beleza que deverão fazer parte de sua vida.
E é assim mesmo, muitas vezes sem que os pais se deem conta, que começa a ser forjada a identidade da futura mulher. Logo mais, outros colaboradores irão interferir decisivamente nessa construção: a escola e, de forma impactante hoje, os meios de comunicação.
O problema maior da educação de meninas é que todos os estereótipos ainda presentes no papel da mulher são transmitidos de maneira sutil e sedutora. Por mais que já se tenha tratado do assunto, na primeira infância a escolha dos brinquedos para as meninas, por exemplo, reflete a maneira como a sociedade responsabiliza a mulher pelas tarefas domésticas. Enquanto as meninas ganham réplicas de utensílios domésticos, muitas adultas ainda carregam esse estereótipo. Já ouvi, por exemplo, jovens mulheres declararem que seus maridos as ajudam muito nos trabalhos domésticos. Ora, ajudar não é se corresponsabilizar.
A sorte das meninas é que na escola de educação infantil ainda têm mais facilidade para escolher brinquedos e brincadeiras socialmente atribuídas ao outro gênero, mesmo que lá persistam muitos estereótipos e preconceitos de gênero. Aliás, é na escola de educação infantil que podemos testemunhar que a atribuição social pela educação de crianças pequenas é dada às mulheres. É rara a presença de homens nessa função, não é? E ouvi uma queixa interessante de um pai: quando sai com o filho, tem muita dificuldade de achar um fraldário a que tenha acesso: a maioria está no banheiro feminino!
A questão da aparência tem sido um fator demasiadamente importante na construção da identidade feminina. Desde o nascimento, a menina é submetida a um ideal de beleza: o modo como se veste, os acessórios que usa, o corte de cabelo que adota etc. são itens que apontam que a aparência quase se confunde com quem ela é. A anorexia e a bulimia são doenças que mostram a versão exagerada da busca por um padrão de perfeição de beleza e controle do corpo.
A construção da identidade feminina é um processo social que não podemos naturalizar - ou seja, ninguém nasce mulher, se comporta de tal maneira por ser do sexo feminino. A mulher é construída e, nesse mundo em transformação, os pais precisam saber que é deles grande parte dessa função.